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domingo, 8 de setembro de 2019

Amei esse poema escrito por Célio Pires de Araújo....
Fonte:https://www.recantodasletras.com.br/poesiastranscend…/149887

OPOSTOS COMPLEMENTARES
O que é belo não é só belo.
O que é bom não é apenas bom.
O belo mistura-se ao que é feio.
A fruta amadurece depois apodrece
doando sementes, reciclando vida.
Som e silêncio se harmonizam,
transformam-se em música.
O antes e o depois se interpõem.
A frente e as costas do homem
complementam-se simetricamente.
O que é belo não é só belo.
O que é bom não é apenas bom.
O todo tem dois tons, dois lados.
Dividir o que é uno é errado.
Exaltar só um lado do todo
um engodo, engano crucial,
que pode esconder do olho o bem,
escolher e relevar a todos o mal.
O sábio não é de forçar a barra,
ele não divide o que é único.
Sabe que no um há sempre dois;
que de dois nascerá o três. E mais:
Não adapta o mundo a si,
tem ciência de que não é seu autor.
Age e nada espera em troca.
Às coisas não se prende ou se enlaça,
por isso seu valor torna-se perene.
Autor: Célio Pires de Araújo
Obra licenciada sob uma licença Creative Commons



De um modo bem resumido... de acordo com a história, foi mais ou menos assim que tudo começou.....rs





quinta-feira, 18 de julho de 2019

AURICULOTERAPIA OU ACUPUNTURA AURICULAR

A AURÍCULOACUPUNTURA ou ACUPUNTURA AURICULAR é uma técnica terapêutica baseada na Acupuntura, a qual faz parte da Medicina Oriental.
Segundo muitas tradições filosóficas e religiosas do Oriente, as orelhas são locais do corpo onde concentram-se as energias vitais do corpo e do espírito.
Toda a medicina oriental é baseada na observação das semelhanças entre a natureza interna e externa do corpo humano e do mundo que o cerca.
Entre as semelhanças que chamaram a atenção dos orientais está no formato das orelhas e a forma que um feto adota no útero materno.
Com o tempo notaram que ao serem estimuladas partes da orelha que correspondiam a determinadas partes do corpo, estas tinham um efeito no local pretendido. Com isso, fizeram mapas que indicavam partes das orelhas que poderiam tratar cada parte do organismo.
Para o tratamento, são usadas pequenas sementes fixadas com um pequeno pedaço de esparadrapo hipoalergênico, tipo micropore.
Com isso ele poderá ficar até o prazo de 7 dias, para uma reavaliação.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

HISTÓRIA DA MEDICINA ORIENTAL




Para tornar mais fácil a compreensão dos princípios da Medicina Tradicional Chinesa vamos conhecer aqui um pouco sobre a origem milenar de prevenção e tratamento de diversos males.
A medicina primitiva do período pré-histórico se originou dos instintos de autopreservação e de preservação da espécie.
No início, a medicina se baseava no instinto e na experiência acumulada.  Através do instinto e da experiência, as pessoas passaram a saber que colocar a mão sobre um local dolorido poderia trazer alívio. Muitos pontos vitais  que traziam alívio ao doente apenas pelo toque devem ter sido descobertos desta forma. O conhecimento foi transmitido de geração em geração e, ao longo do tempo essa forma de medicina manual foi se tornando cada vez mais complexa à medida que os efeitos específicos eram procurados  até surgirem o  Do-in e  o Ankyo.
Com o desenvolvimento da civilização, vários objetos foram introduzidos nessas práticas como agulhas de pedra e as nove agulhas de metal da antiguidade. Outros métodos de tratamento também foram desenvolvidos, como a moxa, unguentos e cataplasmas feitos a partir de vegetais.
No Huangdi Nei Jing (O Clássico de Medicina Interna do Imperador Amarelo), o texto médico mais antigo da China, consta que as agulhas de pedra vieram do leste, a medicina herbácea veio do oeste, a moxabustão veio do Norte, as agulhas de metal vieram do sul e o Do-in e Ankio vieram da região central. Isto indica que diferentes formas de medicina se desenvolveram em várias regiões de acordo o ambiente e a cultura. Esta questão se perde na história, mas existem evidências claras da acupuntura ter sido praticada na China vários séculos a.C. Também foi na China que a acupuntura se tornou um componente indispensável da Medicina Oriental e alcançou seu auge para se transformar no alicerce de uma tradição que se mantém viva até hoje.

Referência Bibliográfica
Bing Wang (Dinastia Tang); Tradução José Ricardo Amaral de Souza Cruz; revisor técnico Olivier - Michel Niepeeron / Princípios de Medicina do Imperador Amarelo - São Paulo:  Ícone, 2013.
Serizawa, Katsukece Kusumi, Mari; Clinical Acupunture; Japan Publications, Tokio,1988.

       

terça-feira, 2 de setembro de 2014


S.O.S. ACUPUNTURA & MTC:

“UMA MENSAGEM AOS PROFESSORES DE ACUPUNTURA E MEDICINA CHINESA”

Prof. Sohaku R. C. Bastos*

“O sistema atual de educação se preocupa 
mais em transmitir aos alunos pacotes
de ensino do que em fazê-los pensar”
(Oswaldo Frota Pessoa)

Atualmente, existe uma preocupação com o que se aprende nas instituições educacionais de Acupuntura e Medicina Chinesa em todo o mundo. Alguns depoimentos de jovens profissionais de Acupuntura e Medicina Chinesa, outros de alunos, e algumas performances de trabalho, tudo isso somado às nossas observações ao longo do tempo, levam-nos a concluir que se impõe uma tomada de posição quanto à validade do que se ensina através dos modelos educacionais contemporâneos dessa área do conhecimento, entendendo-se a expressão “modelos educacionais” em sua cruel conotação de cristalização, tabu, preconceito, valores intocáveis e imutabilidade convencionais.

Devido à inércia dos educadores mais experientes, foi-se perpetuando, quase que numa acomodação insensata, uma cultura de repetição de conteúdos, plágios de teorias e métodos, e imitação de intervenções terapêuticas, absolutamente incompatíveis com a atual e irreversível integração, de conhecimentos e práticas, oriunda da fusão do autêntico saber tradicional da Medicina Chinesa com o saber científico, fruto das pesquisas em todo o mundo. Lamenta-se, também, que a maioria dos profissionais de Acupuntura desconheça, entre outras normas nacionais e internacionais, as Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mormente o “Guideline on Basic Training and Safety in Acupuncture”, de 1995. A referida recomendação aborda, entre outras orientações, temas relacionados à biossegurança no exercício da Acupuntura no que tange aos possíveis acidentes durante o ato acupuntural. Outras normas vigentes no Brasil apontam para os cuidados com resíduos químicos, instrumental perfuro-cortantes, esterilização e higienização, cuidado com material biológico e descarte. Nada disso, ou muito pouco, é enfatizado no ensino da Acupuntura no país.

A verdade é que um expressivo número de alunos, que concluem os cursos de Acupuntura e MTC, no Brasil e no Exterior, não se sente seguro e preparado para o exercício da profissão. A carência da obediência ao rito acadêmico do acompanhamento do aprendizado teórico e prático e da devida avaliação do conhecimento, consoante o perfil profissiográfico, tem prejudicado o resultado final da formação dos acupunturistas e dos terapeutas de Medicina Chinesa, comprometendo a qualidade profissional. Por este motivo, a busca por cursos complementares de curta duração tem se transformado em dúbia alternativa que, se por um lado desperta o interesse do profissional por novos conhecimentos, por outro lado esses novos conhecimentos não satisfazem, posto que sem uma sólida base clínico-acadêmica não haverá aproveitamento do que lhe for ensinado. Improdutivamente, de curso livre em curso livre, o aluno imagina aprender o que não lhe foi ensinado na formação básica. Tal situação, principalmente no Brasil, tem resultado, em um impressionante boom de cursinhos de curta duração, alguns dos quais absolutamente inconsistentes, que dão ao estudante uma sensação equivocada de segurança afetivo-laboral. Há, todavia, em algumas entidades educacionais, a promoção de cursos de extensão universitária de boa qualidade, que estão de acordo com as diretrizes acadêmico-científicas adotadas, especialmente, em países nos quais a Acupuntura e a Medicina Chinesa são práticas consagradas.

A inexistência de legislação específica, que discipline o exercício profissional da Acupuntura e MTC, no Brasil, constitui-se em um fator de limitação para o desenvolvimento do ensino desta atividade. Contudo, no ano de 2001, surgiu uma regulamentação educacional, que foi a Deliberação CEE/RJ nº270/01, a qual instituiu as ”Diretrizes Curriculares Complementares para a Educação Profissional de Nível Técnico em Acupuntura, Shiatsuterapia e Terapias Naturais no Estado do Rio de Janeiro”. Na ocasião, a referida legislação serviu de modelo para outros estados. Na qualidade de Conselheiro de Educação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, coube a mim a relatoria da mencionada legislação, que foi aprovada por unanimidade e homologada pelo Governador. (http://www.cee.rj.gov.br/coletanea/d270.pdf).
As Federações Mundiais de Acupuntura e Medicina Chinesa (World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies – WFAS, e a World Federation of Chinese Medicine Societies – WFCMS), sensíveis à realidade da Acupuntura e da Medicina Chinesa como um todo no mundo, têm apontado para a necessidade da integração do saber tradicional da Medicina Chinesa com o conhecimento científico, criando uma nova e atual formação profissional. A prova disso são os conteúdos dos últimos exames de proficiência e acreditação Internacional em Acupuntura e MTC promovidos por essas duas maiores entidades mundiais, além da política internacional de nivelamento profissional em nível de excelência, que ocorre em mais de 50 países, especialmente naqueles mais desenvolvidos.

Neste ensejo, estimaríamos muito ter a valiosa colaboração dos professores mais experientes no sentido de, gradativamente, procedermos a uma radical revisão dos conteúdos programáticos dos cursos de Acupuntura e Medicina Chinesa, no Brasil. A adoção de novos conhecimentos científicos válidos e o expurgo de conteúdos alienígenas à verdadeira tradição da Medicina Chinesa é de fundamental importância, porém, não se tratando de um expurgo que signifique uma mera poda, mas um expurgo do qual resulte uma programação racional, pragmática, útil, tendo como tônica conhecimentos e práticas verdadeiros e com real efeito multiplicador, que instruam o fundamental, o essencial, ao invés de entupir o aluno de entulhos quantitativos, absolutamente desnecessários, e de iludi-lo pela banalidade de conteúdos pseudo-acadêmicos.

Evidentemente, tal reformulação educacional não é tão fácil de ocorrer em curto prazo pelo fato da heterogeneidade, melhor dizendo, da diversidade de conteúdos e de ensinamentos repetidos no decorrer de anos a fio, sem uma devida autocrítica programática institucional, ter imposto uma ditadura da acomodação.

Os alunos e profissionais repetem teorias, decoram textos, copiam práticas, contudo, carecem de raciocínio clínico e de visão terapêutica integrada. Presos, muitas vezes, a protocolos e a verdadeiras “receitas de bolo” em suas prescrições e procedimentos, circunscrevem o seu espectro terapêutico-assistencial, deixando de atender integralmente ao seu paciente. Estabelece-se, destarte, uma improdutiva mentalidade de autolimitação, de desmotivação para a pesquisa, e de inércia pragmática. Tudo isso é agravado pela incompetência docente, fato notório é a existência de professores sem qualificação para o exercício do magistério nesse sensível campo do saber, na qual a carência de professores bem preparados é uma infeliz realidade.

Para alcançar êxito na formação profissional nessa área, é necessária, basicamente, a criação de uma política educacional consensual, que enfatize a melhor formação em Acupuntura e Medicina Chinesa, estabelecendo o que se vai ensinar e o que se deve, efetivamente, aprender, expurgando o que não funciona, o que pode prejudicar o paciente, o que é mistificação, e tudo aquilo que é, absolutamente, desnecessário. Desta forma, estaremos mais próximos da realidade acadêmico-profissional internacional, e de acordo com as Diretrizes e as Recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), visando à proteção do paciente e a segurança social.
Finalmente, ressaltamos a importância dos professores mais experientes colaborem entre si e das entidades educacionais cooperarem umas com as outras para que se possa reverter esta condição atual de mediocridade acadêmica e esse estado de acomodação infecundo do aprendizado e do ensino em Acupuntura e Medicina Chinesa, sobretudo no Brasil.


Dr. Sohaku R. C. Bastos é o fundador do Sistema Educacional ABACO/CBA/IPS/FSJT e Diretor para o Brasil da World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies (WFAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Exerce o magistério e atividade clínica em Acupuntura e MTC há 46 anos, no Brasil e no Exterior. Diretor da Associação Brasileira de Educação (ABE), exerceu o cargo de Conselheiro Estadual de Educação do Governo do Rio de Janeiro e, na qualidade de membro da Câmara Conjunta de Educação Superior e Profissional, foi o Relator da primeira legislação de educação profissional em Acupuntura e Terapias Naturais no Brasil - Deliberação CEE/RJ nº 270/2001